Por de trás da historia politica e de vida na qual Carmen Miranda estava envolvida durante as décadas de 30 e 40 é inegável como a sua imagem colocava em pauta a construção de uma identidade brasileira que seria até hoje associada as representações de nacionalidade e regionalidade.
Carmen Miranda consagrou a imagem das "baianas" para todas as Américas(1938), neste ano ela grava "O que é que a baiana tem" de Dorival Caymmi, que além de compor, ajudou a construir sua identidade imagética a partir dos trajes típicos das mulheres negras da Bahia.
O pano da Costa, o Bonfim, o rosário de ouro, os fios de contas no pescoço, o estômago nu, muitos "balangandãs", o uso de muitas cores vistosas, turbantes enfestado de frutas, elementos que através do figurino tinha a ver com a brasilidade.
Após a estrei de "Banana da Terra", grande parte das pessoas no Brasil que participavam dos desfiles de carnaval usavam uma "baiana" estilizada, que remetiam as referências regionais criadas por Carmen e Caymmi.
Chamada pela impressa de "A garota do it verde e amarelo".


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